É com muito carinho e atenção que plantamos e vemos nossas plantas crescendo vistosas e bonitas. Qual a nossa surpresa quando nos deparamos com pragas e doenças infestando e destruindo o que cuidamos com tanto esmero. Mas não devemos nos desesperar, afinal estes bichinhos estão cumprindo o papel que a natureza lhes deu e é nosso dever controlá-los e não exterminá-los.

Nestes casos o primeiro passo é identificar a praga ou doença, feito isso, investigue suas causas. Você verá que em muitos casos a prevenção teria evitado o problema. Tesouras mal esterilizadas, introdução de novas plantas, lixo acumulado, proliferação de ervas daninhas, estão entre algumas de diversas causas de introdução de pragas e doenças no jardim. Agora sim, adote as medidas preventivas e de controle para resolver a situação.

A seguir três receitas fáceis de fazer, com ingredientes baratos e eficientes no controle e prevenção de diversas pragas e doenças conhecidas, como ácaros, pulgões, lagartas, cochonilhas, entre outros que insistem em devorar nossas plantas. Use os produtos com parcimônia, pois embora muitas vezes eles sejam naturais, isto não significa que não são tóxicos e prejudiciais à nossasaúde e ao meio-ambiente.

Não se esqueça que, ao aplicar uma solução inseticida, você estará afetando também insetos benéficos como abelhas e joaninhas. O mesmo vale para soluções fungicidas e bactericidas. Use o bom senso e pulverize as plantas somente quando a praga ou doença esteja prejudicando-as. Evite sempre aplicar sobre flores e frutos, restringindo-se às partes afetadas.

Solução Adesiva:

  • 100 gramas de sabão de côco (1/2 barra)
  • 2,5 litros de água

Pique o sabão de côco em pedaços pequenos e coloque em uma panela juntamente com a água. Leve ao fogo, mexendo sempre, até que o sabão esteja completamente dissolvido. Espere esfriar e guarde em recipiente fechado. Esta solução por si só não é capaz de controlar os problemas, ela tem a função de diluir, espalhar e fixar os remédios sobre as plantas. Use-a misturando bem com outras fórmulas, momentos antes das pulverizações.

Fumo, tabaco
O fumo possui propriedades inseticidas
Foto: Karoly Lorentey

Calda de Fumo:

  • 50 gramas de fumo em pó
  • 1 litro de água

Pique o fumo em pedaços bem miúdos e coloque em uma panela juntamente com a água. Ferva esta mistura por 25 minutos, acrescente a Solução Adesiva, mexa bem, tampe a panela e espere esfriar. Coe e pulverize sobre as plantas no mesmo dia, pois o princípio ativo é muito volátil. Utilize luvas e máscara ao trabalhar com o fumo, pois ele é tóxico. Se preferir, há produtos disponíveis já prontos, práticos e igualmente eficientes como o Fumo Líquido. Ao aplicar sobre frutas e verduras, respeite um período de 10 dias de carência antes da colheita e lave-os muito bem antes de consumir. Indicada contra insetos e ácaros, como cochonilhas, pulgões, lagartas, etc.

 

Calda de fumo e sabão

Ingredientes:

10 cm de fumo de rolo

50 g de sabão de coco ou neutro

1 litro de água

Modo de fazer:

Pique o fumo e o sabão em pedaços, junte a água e misture bem. Deixe curtir por cerca de 24 horas. Coe e pulverize as plantas atacadas.

(Fonte: Coordenadoria de Assistência Técnica – CATI)

 

Receita de calda de fumo caseira
Fórmula é indicada para uso em pequenas áreas para controle de pulgões

Ingredientes:

250 g de fumo de corda
100 ml de álcool hidratado (comum)
1 litro de água fervente

Modo de preparo:
Pique o fumo de corda e coloque-o numa vasilha com tampa. Acrescente a água fervente e tampe, deixando a mistura em repouso por 24 horas. Depois disso, agite o conteúdo e filtre-o em pano fino espremendo bem para retirar o máximo de extrato. Acrescente o álcool, que servirá de conservante para a solução. Guarde-a em um frasco escuro. Para o tratamento das plantas infestadas, dilua 100 ml da solução de fumo em 1 litro de água. Acrescente dez gotas de detergente caseiro (para quebrar a tensão superficial da água) e pulverize sobre as plantas. Repita a aplicação quando necessário.

Fonte: Instituto Biológico de São Paulo

 

Macerado de urtiga

Ingredientes:

11 litrosde água

100 gde folhas frescas de urtiga (use luvas para manusear a planta, pois ela causa irritações na pele).

Modo de fazer:

Misture as folhas de urtiga em um litro de água. Deixe a infusão agir por 3 dias, mantendo-a em um local seco e à meia-sombra. Coe e dilua o extrato em10 litrosde água. Este preparado pode ser armazenado por alguns dias (em local seco e arejado) para pulverizações preventivas nas plantas a cada 15 dias.Calda de fumo e sabão

 

Calda Bordalesa:

  • 30 gramas de sulfato de cobre (3 colheres de sopa)
  • 30 gramas de cal virgem (3 colheres de sopa)
  • 5 litros de água
  • 1 balde de plástico
  • 1 panela
  • 1 pano de algodão
  • 1 arame

Pulverize bem o sulfato de cobre e coloque o no pano, como um sachê. Amarre bem o pano com o arame e pendure o sachê dentro do balde de plástico com 8 litros de água, de forma que ele não toque o fundo do recipiente, reserve. Faça o leite de cal, colocando cal virgem na panela e acrescentando lentamente 2 litros de água, mexendo até a completa dissolução. Esta mistura esquenta muito e pode queimar. Aguarde 24 horas para misturar as soluções. No lugar da cal virgem você poderá utilizar a cal hidratada para fazer o leite de cal, por ser mais prática e menos perigosa.

Verifique o pH da calda, mergulhando uma lâmina de ferro na solução. Se ela enferrujar na superfície em poucos minutos a solução está muito ácida e devemos acrescentar mais leite de cal. Teste a calda até que o pH esteja neutro e ela não enferruje mais a lâmina. Aplique a calda bordalesa no mesmo dia, sem diluir.

Para quem tem dificuldade em encontrar sulfato de cobre em agropecuárias ou lojas de produtos quimícios, principalmente em pequenas quantidades, já encontra o sulfato de cobre em quantidade ideal para preparar a calda. É o produto Cupro da Dimy, disponível nas boas casas do ramo. Apesar de a embalagem recomendar o uso do produto puro, diluído, ele também deve ser neutralizado com cal, para não provocar fitotoxicidade nas plantas.

Utilize sempre equipamentos de proteção individual ao fazer e aplicar as caldas descritas. Não aplique em dias chuvosos, nem sob sol muito quente. Evite aplicar os produtos durante as florações, pois eles podem prejudicar seriamente a frutificação.

Você encontra os ingredientes da calda bordalesa e da calda de fumo em lojas de jardinagem, ferragens e agropecuárias. Estas são as receitas clássicas, utilizadas na agricultura orgânica, no entanto existem ainda muitas receitas alternativas e naturais para o controle de pragas e doenças, mas estas ficam para o próximo artigo!

Texto: Raquel Patro

 

Um receita de Emulsão de Óleo Mineral:

Emulsão de óleo mineral

Acaba com as cochonilhas pois o óleo não deixa elas respirarem. Pode ser aplicado até dia sim, dia não, no caso de uma infestação forte. No caso de plantas comestíveis é só lavar normalmente e usar.

Ingredientes:

* 250ml de óleo mineral

* 30g de sabão em barra

* 125ml de água quente

Pique o sabão e dissolva na água quente (devagar para não fazer muita espuma). Acrescente o óleo aos poucos até virar uma pasta homogênea. Guarde a pasta em um pote bem fechado. Para usar dissolva 1 colher de sopa da pasta em 1,5 litros de água e borrife em toda a planta a ser tratada.

(fonte: Wikipédia)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cochonilha

 

Emulsão de óleo

2 litrosde água

1 kg de sabão comum (em pedra ou líquido)
8 litros de óleo mineral

Modo de fazer:
Pique o sabão (se for em pedra), misture com o óleo e a água e leve ao fogo, mexendo sempre, até que levante fervura. A mistura vai adquirir a consistência de uma pasta. Guarde em um pote bem tampado e na hora da aplicação, dissolva cerca de 50g pasta em água morna e dilua tudo em3 litros de água.

http://www.jardimdeflores.com.br




Quem vê o tamanho de um pulgão dificilmente acredita que um bicho tão pequeno, com no máximo 5 mm de comprimento, possa colocar em risco a saúde de tantas plantas ornamentais. Mas quem já observou a voracidade desses insetos pôde entender por que eles estão entre as pragas mais perigosas às espécies vegetais, ao lado de besouros, formigas e gafanhotos. Quando não controlada rapidamente, a infestação de pulgões pode ser fatal.

Sedentos sugadores de seivas, os pulgões excretam um líquido açucarado que favorece o crescimento de fungos de coloração escura, levando à diminuição da área fotossintética da folha. Esse mesmo líquido funciona como atrativo para formigas e, para piorar torna a planta mais suscetível a doenças causadas por fungos e bactérias.

Considerando os pulgões que atingem espécies cultivadas e silvestres, estima-se que haja cerca de mil tipos diferentes desses insetos, que podem ser pretos, brancos, marrons, amarelos, cinzas e verdes.

Folhas mais novas e delicadas são os alvos preferidos desses intrusos, que vivem em colônias. Os grupos são compostos quase que exclusivamente por animais do sexo feminino, que se reproduzem rapidamente por partenogênese, ou seja, sem participação de machos. O resultado da infestação pode ser notado em pouco tempo, primeiramente através de folhas amarelas e enroladas, depois do atrofiamento da planta.

Operação de salvamento
Capazes de migrar por grandes distâncias, levados pelo vento, os pulgões podem aparecer em qualquer época do ano, mas os períodos mais propícios ao ataque são a primavera, o verão e o início do outono.

Algumas espécies, como a Aphis nerii, podem atingir até mesmo plantas tóxicas como a espirradeira, mas apesar da resistência desses insetos, controlar o seu desenvolvimento em ambiente doméstico não é tarefa complicada.

A principal recomendação é jamais tentar eliminar as colônias com inseticidas em aerosol indicados para controle de pragas urbanas, como baratas, pulgas, moscas ou pernilongos. Isso porque alguns tipos de pulgões, como o Myzus persicae e o Aphis gossypii, podem desenvolver resistência a esses pesticidas químicos, sobretudo quando aplicados repetidamente. Sem contar que o veneno tende a eliminar os predadores naturais do pulgão.

Teresa Jocys, pesquisadora do Laboratório de Pragas em Horticultura do Instituto Biológico de São Paulo, lembra que a presença de joaninhas, tesourinhas, bicho lixeiro, entre outros, é uma das formas mais eficazes para minimizar o aparecimento de pulgões. O controle biológico pode contar também com pequenas vespinhas parasitóides que colocam ovos dentro do corpo dos pulgões e alimentam-se do conteúdo interno do hospedeiro. “O pulgão parasitado transforma-se em uma múmia, adquirindo aspecto e coloração diferente dos demais”, explica Teresa. A pesquisadora recomenda que essas múmias jamais sejam removidas, uma vez que darão origem a outra geração de parasitóides que atacará outros pulgões sadios.

A guerra conta o pulgão pode ser vencida, ainda, com a aplicação de inseticidas de baixa toxicidade (malatiom, piretrinas) específicos para uso em plantas ornamentais. Outra estratégia de combate eficiente é a pulverização de extratos vegetais naturais, como a calda de fumo (ver receita abaixo).

Por fim, vale lembrar que ter plantas saudáveis passa também pela realização constante de podas de limpeza, pela utilização de substratos livres de pragas, e por limpezas manuais periódicas, com um chumaço de algodão umedecido com água e sabão neutro.

 

Chá de angico   ideal para lagartas

Ingredientes:

100 g de folhas de angico
1 litro de água

Modo de fazer:
Coloque as folhas de angico de molho na água por cerca de 10 dias, misturando diariamente. Coe o chá e guarde em uma garrafa tampada. Quando for utilizar em pulverizações, dilua uma parte do extrato em 10 partes de água.